Worten
header+menu
- Cliente
- Worten
- Papel
- Design UX/UI
- Período
- 2023-2024
- Local
- Lisboa, Portugal
1. Produto e problema
A Worten é uma das maiores retalhistas de eletrónica em Portugal. O produto em causa é o cabeçalho e o sistema de navegação, a porta de entrada do site. A análise revelou uma quebra elevada antes de os utilizadores chegarem aos serviços principais, a Worten Resolve.
Três problemas sobrepostos explicavam o padrão:
- Os serviços estavam escondidos num menu hambúrguer na parte inferior do ecrã. Para lhes chegar, era preciso recordar o que existia em vez de o reconhecer. Isto contrariava o princípio Recognition rather than Recall.
- A barra de pesquisa dominava o espaço acima da dobra, comprimindo os restantes elementos e contrariando o princípio Aesthetic and Minimalist Design.
- A navegação dividia-se entre o topo e a base do ecrã. Era um padrão pouco convencional, que os utilizadores móveis não reconheciam como navegação.
O fluxo real, mapeado:
tocar no menu → acompanhar a animação de abertura → percorrer as opções → escolher o serviço → voltar atrás se a escolha não resolver.
Scroll para percorrer o fluxo
- 01Tocar no menu
- 02Acompanhar a animação de abertura
- 03Percorrer as opções
- 04Entrar no serviço
- 05Voltar atrás quando a escolha não resolve
Uma ação que devia exigir um toque passou a exigir vários passos.
2. Papel e contributo
Redesenhei o cabeçalho e a navegação móvel e participei no desenvolvimento. O handoff ficou a cargo de outra pessoa.
3. Decisões de design
A decisão central foi redistribuir os elementos existentes, sem adicionar novos.
Recognition Rather Than Recall
Colocar o ícone do menu no local esperado reduz a carga cognitiva e torna a navegação mais fácil de reconhecer.
O menu hambúrguer passa a ter uma posição fixa e visível no cabeçalho. Assim, deixa de depender da memória do utilizador.
O princípio que guiou as três decisões: conclusão imediata da tarefa antes de minimalismo visual. A hierarquia manteve-se; o custo de interação diminuiu.
4. Resultados
A nova estrutura tornou os serviços, uma oferta que já existia, mais fáceis de encontrar e utilizar.
No mobile, a navegação passou a viver num só lugar, no header.
Os serviços passaram a ser descobertos em todos os pontos de contacto. Antes, a navegação impedia essa integração omnicanal.
O que fica registado aqui é o desenho de navegação desenvolvido entre 2023 e 2024.

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