Mercadin
lista de compras
- Projeto
- Autoral
- Papel
- Produto · UX/UI
- Ano
- 2026
- Plataforma
- iOS
1. Produto e problema
Minha mãe precisava montar e usar a lista do mercado sem ninguém ao lado. Nenhuma tela, sozinha, era o obstáculo. Digitar num teclado pequeno, ler uma parede de texto, não saber em que parte do app estava, não perceber se um toque tinha funcionado: barreiras pequenas que se somavam.
A pergunta de partida foi o que precisa acontecer para que ela planeje e conclua uma compra com confiança? O Mercadin nasceu dessa necessidade de casa. O objetivo não é somar funções, é tornar a compra compreensível do começo ao fim.

Estudo de tela no Figma. O fluxo ainda está em desenvolvimento.
2. Papel e contributo
Conduzo a estratégia do produto, o UX/UI e a direção da implementação. A ideia inicial era maior, com preços colaborativos. Ao aproximá-la da rotina de casa, recortei o problema: antes de comparar mercados em escala, era preciso ter uma lista que uma pessoa de verdade conseguisse montar e usar.
Construí primeiro uma versão web instalável, para exercitar a lista, a organização por corredor e o modo de compra. Depois levei o produto para o iOS nativo, que abre caminho para voz, câmera e distribuição no ecossistema Apple. A versão web foi um protótipo de referência, não um teste de usabilidade com minha mãe.
3. Decisões de design
- Adicionar sem perder a lista de vista. O campo continua ao alcance enquanto a lista continua visível. O item adicionado aparece ali mesmo, e a confirmação não interrompe a montagem.
- Reconhecer, não decifrar. Itens agrupados por corredor, com ícone e quantidade, mostram o que falta sem pedir leitura. O app usa a fonte do sistema e não a do Casebre: ela já configurou o tamanho do texto no aparelho, e uma fonte própria jogaria esse ajuste fora.
- Acompanhar a compra real. Planejar e comprar são momentos diferentes. No modo de compra, os itens se marcam, o progresso fica à vista e o toque continua como alternativa ao gesto de deslizar.
Explorei duas direções de wireframe, uma lista por categorias e uma compra com orçamento, antes de reuni-las no mesmo fluxo. O orçamento virou uma camada opcional, não o ponto de partida. A entrada por gesto escondido nessa camada ainda precisa de revisão.

Exploração no Figma. Não é uma tela final validada.
4. Resultado e próximo teste
O fluxo central já permite criar e acompanhar listas, marcar itens durante a compra e consultar gastos. A família usa o app em casa, mas isso ainda não prova a meta principal: minha mãe concluir sozinha uma lista e uma compra inteira.
A revisão de 21 de setembro de 2026 mostrou onde o produto ainda não merece confiança: quantidade, categoria e preço com erros, e uma sincronização entre aparelhos que não se sustentou naquela rodada. A busca ainda mistura duas perguntas, “que produto é este?” e “quando comprei isso?”. Contraste, rótulos acessíveis e explicações visíveis também pedem correção.

Conceito da lista inteligente em revisão. Os problemas de layout e de dados que aparecem aqui ainda esperam correção.
A próxima prioridade é confiança antes de novas funções: corrigir a integridade dos dados, tornar a sincronização verificável e remover as barreiras de acessibilidade. Só então observar uma compra completa no iPhone da minha mãe, onde ela hesita, quando pede ajuda e se a lista chega com ela até o fim do mercado.
O Mercadin segue em desenvolvimento e não está na App Store. Menos passos era só o começo. Cada resposta da interface precisa ser compreensível, reversível e confiável, inclusive quando algo dá errado.
Antes de qualquer função nova, a lista precisa merecer a confiança dela.
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